Luso Disney Especial | Tudo sobre o filme "Oz O Grande e Poderoso"

  Foi na passada quinta feira, dia 7 de Março, que se deu o lançamento nos cinemas de todo o pais de Oz O Grande e Poderoso, em Disney Digital 3D. A nova fantasia e aventura do diretor Sam Raimi, Oz O Grande e Poderoso da Disney imagina as origens do adorado personagem feiticeiro que estreou no primeiro livro do autor L. Frank Baum O Mágico de Oz (The Wonderful Wizard of Oz). Como uma sequência cinematográfica que conta a história pregressa do livro, o filme explora o passado do feiticeiro e oferece uma experiência única e original aos espectadores. Baum, que escreveu 14 romances entre 1900 e 1920, todos ambientados no reino da fantasia que ele tão vividamente criou, nunca retratou inteiramente o passado do personagem feiticeiro em seus livros. “Eu adoro histórias que falam de origens e gostei da ideia de como o feiticeiro surgiu”, conta o produtor Joe Roth. “Então, voltando aos livros de Baum para pesquisar e imaginar sua origem me pareceu ser uma ótima ideia.”
Com Oz O Grande e Poderoso, Sam Raimi (a trilogia Homem-Aranha) assume o maior projeto de sua carreira como diretor, dizendo: “Este é um filme muito grande, com uma escala gigantesca. O mundo de Oz como Frank Baum criou tem muitos países e terras diferentes. É um mundo inteiro fabricado. Ainda que os filmes do Homem-Aranha fossem grandes, tratava-se de um personagem fantástico em uma cidade que conhecíamos, Manhattan. Não era um mundo criado. Foi isso que Baum fez em seus livros. Ele criou todo o mundo de Oz”.     A criativa história, com roteiro de Mitchell Kapner e David Lindsay-Abaire, segue os passos de Oscar Diggs (James Franco), um inexpressivo mágico de circo, de ética duvidosa, que foge do poeirento Kansas para a vibrante Terra de Oz. Lá, Oscar acha que tirou a sorte grande — fama e fortuna o aguardam — isso até encontrar três bruxas, Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas de que ele é o grande feiticeiro que todos estão esperando. Relutantemente envolvido nos problemas épicos que a Terra de Oz e seus habitantes enfrentam, Oscar precisa descobrir quem é bom e quem é mau antes que seja tarde demais. Lançando mão de suas artes mágicas através de ilusão, engenhosidade e até de um pouco de feitiçaria, Oscar se transforma não apenas no grande e poderoso feiticeiro, mas em um homem melhor também. O diretor Sam Raimi comenta: “Para mim é muito interessante saber sobre este personagem misterioso – Oz – que é realmente um enigma no livro de Baum. Quem é ele? Como ele chegou lá? Como ele acabou com este aparato fantástico e se tornou um governante se é uma fraude?”. “Este filme explica como todos os personagens se tornaram quem são, e explica as origens para que você os entenda um pouco mais”, observa a atriz Mila Kunis (Theodora).  “Confere um pouco mais de sinceridade e verdade a todos os personagens. E, embora seja engraçado e cativante, é muito leal aos conceitos originais que L. Frank Baum criou.” James Franco acrescenta sua percepção sobre o filme, dizendo: “De certas maneiras, a história em nosso filme é uma metáfora e uma analogia ao que todos nós fazemos como cineastas. Oz é um mágico. Ele apresenta espetáculos. Na Terra de Oz, ele cria ilusões por diferentes razões. E isso é basicamente o que um filme é, a criação de uma ilusão. É criar um mundo imaginário para uma plateia”.     “Oz: Mágico e Poderoso apresenta um elenco estelar que inclui o indicado ao prêmio da Academia® James Franco (127 Horas) como Oscar Diggs, o predestinado feiticeiro; a indicada ao Globo de Ouro® Mila Kunis (Cisne Negro) como a jovem bruxa atormentada Theodora; a ganhadora do Oscar® Rachel Weisz (O Jardineiro Fiel) como a irmã mais velha de Theodora, Evanora, a bruxa que governa a Cidade das Esmeraldas; e a atriz três vezes indicada ao Oscar® Michelle Williams (O Segredo de Brokeback Mountain, Namorados para Sempre, Sete Dias com Marilyn) como Glinda, a Bruxa Boa. O elenco de Raimi também inclui o indicado ao Emmy® e ao Globo de Ouro® Zach Braff (Scrubs, Hora de Voltar), que interpreta o assistente de Franco no circo e também empresta seus talentos vocais a um dos personagens CGI da história — Finley —, o macaco alado, que acompanha o mágico em sua jornada por Oz, atuando como sua consciência e caixa de ressonância; e a atriz de 13 anos Joey King (Ramona and Beezus), que faz a voz de outro personagem CGI na história, a China Girl, a boneca de porcelana que também se une ao futuro feiticeiro em sua fatídica excursão por Oz. O filme foi produzido pelo veterano da indústria cinematográfica Joe Roth (Branca de Neve e o Caçador, Alice no País das Maravilhas), junto com um quarteto de produtores executivos — Grant Curtis (colega de longa data de Raimi, que produziu ou coproduziu os últimos cinco projetos do diretor), o parceiro de Roth, Palak Patel (Branca de Neve e o Caçador), Philip Steuer (série As Crônicas de Nárnia) e outro parceiro de longa data de Raimi, Josh Donen (Rápida e Mortal, Padre). Raimi reuniu sua própria equipe de feiticeiros técnicos e mágicos cineastas para ajudá-lo a dar vida ao projeto, incluindo o cinegrafista premiado Peter Deming, A.S.C. (Arraste-me para o Inferno, Cidade dos Sonhos, Uma Noite Alucinante), o desenhista de produção, duas vezes ganhador do prêmio da Academia®, Robert Stromberg (Alice no País das Maravilhas, Avatar), o montador ganhador do Oscar® Bob Murawski (Guerra ao Terror, a trilogia Homem-Aranha), os figurinistas Gary Jones (Homem-Aranha™ 2, O Talentoso Ripley, pelo qual ele foi indicado ao Oscar®) e Michael Kutsche (Thor, Alice no País das Maravilhas), o compositor quatro vezes indicado ao Oscar® Danny Elfman (Homem-Aranha, Homem-Aranha 2, Um Plano Simples, Milk – A Voz da Igualdade), o vencedor do Oscar® por efeitos visuais Scott Stokdyk (trilogia Homem-Aranha) e os artistas de maquiagem especial, ganhador do Oscar® Howard Berger (série As Crônicas de Nárnia), e Greg Nicotero, ambos responsáveis pelo visual singular de diversos habitantes de Oz.     Os visitantes da enorme produção de Oz: Mágico e Poderoso, com cenários espalhados por sete estúdios de som nas instalações do Michigan Motion Pictures Studios em Pontiac, Michigan, nunca tiveram que sair ao ar livre, uma vez que todos os cenários foram construídos dentro dos estúdios, incluindo o a Whimsie Wood, com sua rica fauna. A instalação abrigou toda a produção durante 111 dias de filmagem, com todas as cenas feitas em estúdios de som. Todo o mundo imaginado de “Oz: Mágico e Poderoso foi criado lá. Para erguer os cenários e dar vida ao mundo fantástico, Raime trouxe o desenhista de produção, ganhador do Oscar®, Robert Stromberg. Liderando a visão de Raimi para o projeto, Stromberg criou cenários marcantes como a famosa Estrada de Tijolos Amarelos e a Cidade das Esmeraldas, todos desenhados e imaginados novamente, junto com novos desenhos muito esperados, como a Sala do Trono da bruxa, a Whimsie Woods (onde Oz conhece Theodora), a Dark Forest, onde Glinda – a Bruxa Boa – é apresentada na história, e China Town, cujos habitantes são totalmente feitos de porcelana. No geral, Stromberg desenhou e supervisionou a construção de 24 cenários. Ao comentar sobre o tamanho da produção, o diretor Raimi diz: “É o maior trabalho de produção no qual já estive envolvido. É o maior desafio criativo que eu já enfrentei. Para mim, trabalhar com alguém como Robert Stromberg foi uma experiência nova, porque eu nunca tinha precisado ter um mundo inteiro construído”.   “Os outros projetos que eu fiz foram muito mais virtuais”, admite Stromberg. “Para este filme em particular, eu queria conferir uma característica de palco de teatro. Acho que não se consegue obter isso de mundos inteiramente digitais. Então, a única maneira de conseguir essa sensação de palco de teatro foi construir grandes cenários em estúdios de som. E depois ampliá-los usando efeitos visuais de maneira a dar apoio em vez de dar-lhes um papel dominante que se sobrepõe a todos os aspectos do processo da cinematografia.” Sam Raimi acrescenta outro aspecto aos cenários práticos: “Para mim era importante ter muitos cenários para os atores. Eu realmente queria que eles tivessem algo para tocar e ver que era real. Do lado de fora de uma janela em Oz, eu não me importava se eles imaginassem o mundo além de nossos cenários. Mas eu queria que Oz fosse um lugar o mais real possível”. O produtor executivo Grant Curtis concorda com os comentários de Raimi e resume: “Queríamos dar a nossos atores o máximo, em termos de locais para eles poderem estar, tocar, para informar às suas interpretações. O nosso objetivo era esse. Nós sempre tentamos obter o melhor desempenho possível para contar a história da melhor maneira que podemos. E parte disso foi fazer uma distinção verdadeira entre tangível e digital e distribuir isso de forma equilibrada entre os cenários, paisagens, adereços e de fato abordar o aspecto dessa maneira”.     Este esforço não passou despercebido pelos atores. “Era empolgante ir trabalhar porque este mundo mágico não estava só na nossa cabeça”, diz a atriz Michelle Williams (Glinda) sobre a vantagem de trabalhar em um ambiente prático não apenas para dar vida à história de Raimi, mas também aos personagens individuais. “Robert e sua equipe construíram cenários para que nós trabalhássemos neles”, atesta ela. “Havia uma Estrada de Tijolos Amarelos de verdade e meu castelo era como um conto de fadas. Estava bem diante dos meus olhos, então eu não precisei imaginar o que havia ao meu redor. Sam e Robert se esforçaram muito para fazer com que os atores se sentissem à vontade nesses lugares.” O primeiro cenário no qual Raimi posicionou suas câmeras foi o Circo Kansas. A cidadevintage formada por tendas em tons sépia ficava dentro do Estúdio 1. O desenhista de produção Robert Stromberg diz: “Eu queria que ficasse um pouco fora dos padrões. Não é um circo comum. É mais como um circo itinerante de baixo orçamento, onde as coisas estão desgastadas e velhas. Mas ele tem uma característica que me deixou muito feliz porque reflete a persona de Oz de muitas formas. Ele quer sair desse lugar, e ele proporciona um grande contraste entre Kansas e Oz. Todos os detalhes do circo foram realmente muito divertidos de se desenhar. É claro, o cenário inteiro estava cercado por uma tela azul, onde adicionamos a paisagem de Kansas”. A Sala do Trono foi provavelmente o cenário mais desafiante que Stromberg teve que criar. Ela tem duas escadarias descendentes, o que possibilita a Evanora uma entrada grandiosa, estilo Hollywood, enquanto seu vestido flutua esvoaçante atrás dela conforme ela desce a escada. “A Sala do Trono é um cenário singular e diferente. Todo o cenário foi desenhado tendo a iluminação em mente; tudo fica atrás de uma escadaria em cascata e, no centro, há calhas para iluminação, mas tudo isso estava no papel, era teoria. Eu tive que construir e depois ver tudo iluminado. Todo o sucesso daquele cenário dependia de uma iluminação teatral na parte superior da parede de trás”, explica Stromberg.     Além de detalhes resplandecentes em todos os cenários fantásticos, o mesmo nível de detalhamento também foi usado nos figurinos, na maquiagem, nos efeitos visuais e até se estendeu à preparação dos atores para seus papéis. No caso de Franco isso incluiu aprender a fazer mágicas. Ele explica: “Na verdade, eu vim para cá duas semanas antes para trabalhar com o grande mágico de Las Vegas, Lance Burton. Nós trabalhamos todos os dias. Eu aprendi a fazer truques com pombas e fogo e também a tirar coisas da cartola e fazer coisas levitarem. E eu acho que eu aprendi bastante bem!”. Os figurinistas Gary Jones e Michael Kutsche tiveram desafios em seu trabalho, já que havia centenas de figurinos originais para desenhar para cada tipo de personagem de fantasia, de bruxas a munchkins. Uma viagem ao departamento de guarda-roupa revela um amplo espaço repleto de araras e mais araras de roupas e prateleiras com chapéus feitos à mão e outros acessórios. Os desenhos de Jones e Kutsche para as três bruxas foram cuidadosamente trabalhados, usando ilustrações conceituais como um guia preliminar antes do desenho dos figurinos e da escolha dos tecidos. Ao definir as feiticeiras oponentes através do estilo de guarda-roupa, Jones descreve sua abordagem dizendo: “As bruxas estão muito bem definidas como “clara” e “escura” para destacar o contraste do bem e do mal. Nós usamos cor verde fosforescente, que tem tudo a ver com o desenho da Cidade das Esmeraldas de Robert Stromberg, para retratar a bruxa má. Glinda, é claro, é basicamente um tipo de menina pura na história, então nós criamos três trajes longos ou vestidos brancos para a personagem”. Jones trabalhou bem perto de Raimi (para quem ele desenhou o segundo filme Homem-Aranha) e de James Franco, para conceber o visual do feiticeiro, e diz: “Na preparação das roupas de Oz, Sam tinha uma ideia bem clara do que ele queria. Eu também tinha conversado com James e nós estávamos bem alinhados, o que foi fantástico”.“Eu tenho apenas um traje neste filme”, conta Franco, “um terno de três peças que Oz usa em Kansas.” Sorrindo de modo carismático, ele acrescenta: “Eu acho que é seguro dizer que foi meu traje favorito neste filme. Sabendo que as pessoas se vestiam muito bem nos tempos antigos, eu gostei muito de usar um terno de três peças”.     Comentando sobre os figurinos, Rachel Weisz diz: “Os figurinos são muito fantásticos e muito rebuscados. O meu para Evanora tem muito brilho, com muitas penas. É uma total transformação; trata-se simplesmente de fantasia épica, cheia de glamour. É realmente divertido”. Há muitos personagens diferentes em “Oz: Mágico e Poderoso incluindo mais de cem personagens que exigiram detalhes protéticos. Os maquiadores Howard Berger e Greg Nicotero estiveram envolvidos no desenho e na execução de todos os personagens especiais necessários para o filme, tais como bruxas, China Girl, munchkins, winkies e tinkers. O ganhador do prêmio da Academia® Berger fala sobre a abordagem da equipe no processo: “Nós tivemos que pegar os conceitos do livro e reimaginá-los para que se encaixassem no mundo que Sam Raimi estava transformando em um universo inteiramente novo, que precisava ser atualizado e diferente, mas conhecido. Eles são personagens de fantasia, mas são baseados na realidade até um certo nível. Nós queríamos que eles se sentissem vivos e verdadeiros”. Scott Stokdyk, o supervisor de efeitos visuais, ganhador do prêmio da Academia®, também enfrentou grandes desafios. “Vamos levar mais um ano para fazer todos os efeitos especiais deste filme”, diz ele. “Tudo depende do tamanho do corte, mas podemos chegar a ter até 1.500 tomadas de efeitos visuais.”     Para iniciar o processo de filmagem, uma marionete foi usada para criar uma referência para um personagem de computação gráfica. Sam Raimi trouxe o artista de marionete Philip Huber para criar a personagem China Girl como uma figura de 46 centímetros. China Girl, voz de Joey King, é feita inteiramente de porcelana — como tudo e todos de China Town. A frágil, mas obstinada China Girl se torna amiga de Oz em sua jornada. Huber criou os movimentos reais para a China Girl em suas cenas. Mas no filme acabado o público não verá a marionete física, embora os animadores permaneçam próximos ao estilo de seus movimentos no filme. A marionete foi criada com um rosto neutro, mas depois, na computação gráfica, as características de Joey King serão adicionadas, permitindo mais expressões. “Oz: Mágico e Poderoso foi filmado em 3D usando câmeras 3D. Esta foi uma nova experiência para Raimi. Filmar em 3D mudou a forma como ele operava a câmera — câmeras 3D não são tão móveis e o diretor gosta de movimentar a câmera à vontade. “Ainda há momentos em que eu movimento a câmera com mais rapidez ou sou meio bruto com ela”, conta o diretor, “e os técnicos não querem que eu manipule as lentes porque elas precisam estar em um alinhamento perfeito”. Quando os espectadores assistirem ao filme, o diretor Sam Raimi quer que eles entrem no cinema esperando uma grande aventura e uma história com a qual possam se identificar. “Eu espero que as pessoas achem graça e se apaixonem pelo Feiticeiro”, diz Raimi. “Eu espero que se apavorem com a Bruxa Má e com os babuínos alados. Eu acho que há algumas surpresas esperando por eles na Estrada de Tijolos Amarelos.”

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[Especial] John Carter | Sabe tudo sobre o filme

Do cineasta vencedor do prémio da Academia®, Andrew Stanton, chega-nos John Carter — uma aventura de acção electrizante ambientada no misterioso e exótico planeta Barsoom (Marte). John Carter é baseado no clássico romance de Edgar Rice Burroughs, cujas criativas aventuras serviram de inspiração para muitos cineastas, tanto no passado como no presente. O filme conta a história de John Carter (Taylor Kitsch), um ex-capitão militar, cansado da guerra que é inexplicavelmente transportado para Marte e acaba, sem querer, envolvido num conflito de proporções épicas entre os habitantes do planeta, incluindo Tars Tarkas (Willem Dafoe) e a cativante Princesa Dejah Thoris (Lynn Collins). Num mundo à beira do colapso, Carter redescobre quem realmente é, quando entende que a sobrevivência de Barsoom e do seu povo está nas suas mãos. A Walt Disney Pictures apresenta o filme épico de aventura e acção John Carter baseado no clássico de Edgar Rice Burroughs, "A Princess of Mars" (Uma Princesa de Marte), o primeiro romance da série Barsoom, de Burroughs. O ano de 2012 marca o centenário da personagem John Carter, de Burroughs, o herói espacial original apresentado na série, que electrizou gerações com as suas aventuras em Marte. Ao longo de gerações, John Carter tornou-se um paradigma heróico em todas as formas de cultura popular. De livros a Banda Desenhada, arte, animação, TV e agora no cinema, a personagem inspirou algumas das mentes mais criativas do século passado.  

Fã da série dos livros Barsoom desde a infância, o escritor e director, vencedor do prémio da Academia®, Andrew Stanton, explica o que o inspirou a levar John Carter para os cinemas, como a sua primeira experiência com live-action: “Fui apresentado a estes livros na idade perfeita. Tinha uns dez anos e apaixonei-me pelo conceito de um ser humano ir para Marte, ver-se cercado por incríveis criaturas num mundo novo e estranho. Um estranho numa terra estranha. Era um aspecto muito romântico de aventura e ficção científica. Sempre achei que seria óptimo ver isso nos cinemas.” "John Carter é uma grande aventura épica com romance, acção e intriga política”, continua Stanton. “Porque o tema foi escrito há muito tempo, também foi como uma origem deste tipo de histórias – um livro de banda desenhada antes de existirem livros de banda desenhada, uma história de aventura antes que isso se tornasse um género propriamente dito.” Andrew Stanton dirigiu e escreveu o argumento de WALL-E, da Disney/Pixar, que lhe rendeu o prémio da Academia® e o Globo de Ouro® de Melhor Filme de Animação (2008). Stanton foi indicado ao Oscar® pelo argumento. Estreou-se como director em À Procura de Nemo (Finding Nemo) da Disney/Pixar, tendo sido indicado ao prémio da Academia® de Melhor Argumento Original e ganho o Oscar® de Melhor Filme de Animação (2003). Stanton trabalhou como argumentista e/ou produtor executivo nos filmes da Disney/Pixar: Toy Story - Os Rivais, Uma Vida de Insecto (A Bug’s Life) (que também co-dirigiu), Toy Story 2 - Em Busca de WoodyMonstros e Companhia (Monsters, Inc.), Ratatui e Up – Altamente (Up).  

Trailer legendado de «John Carter»

Willem Dafoe, que interpreta Tars Tarkas no filme, comenta sobre trabalhar com Stanton: “Trabalhei com Andrew em À Procura de Nemo (Finding Nemo). E, embora interpretasse uma voz, era incrivelmente bem preparado, e conhecia muito bem cada cena, cada processo. Ele é um incrível profissional multi-facetado. Quando me falou sobre o projecto e como seria abordado, fiquei muito empolgado. Porque ele é o tipo de pessoa capaz de lidar com isto. Sem nenhuma hipocrisia sobre o processo. Ele ama isto tudo. Ele ama a história.” O ELENCO é liderado por Taylor Kitsch no papel principal, Lynn Collins como a princesa guerreira Dejah Thoris e o indicado ao Oscar® Willem Dafoe como o habitante de Marte, Tars Tarkas. O elenco também inclui Thomas Haden Church, Polly Walker, Samantha Morton, Mark Strong, Ciaran Hinds, o actor britânico Dominic West, James Purefoy e Bryan Cranston. Daryl Sabara faz o papel do sobrinho adolescente de John Carter, Edgar Rice Burroughs. NA PRODUÇÃO do filme estão: Jim Morris (Wall‐ERatatui), Colin Wilson (Avatar) e Lindsey Collins (WALL‐E) e o livro foi adaptado para os cinemas por Andrew Stanton & Mark Andrews e pelo escritor vencedor do Pulitzer, Michael Chabon. NA EQUIPA TÉCNICA premiada também estão incluídos o desenhador de produção indicado ao Oscar®, Nathan Crowley; a figurinista Mayes C. Rubeo (Avatar, Apocalypto); o cinegrafista Dan Mindel, ASC, BSC (Star Trek, Missão Impossível III); Eamonn Butler (Harry Potter e a Ordem da Fénix, 10.000 A.C.), o supervisor de animação; Peter Chiang (O Leitor) e Sue Rowe (Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo, A Bússola Dourada), supervisores de efeitos visuais; e Eric Brevig (Pearl Harbor, Sinais), consultor visual especial.  

A Realização de «John Carter»

As filmagens começaram no Reino Unido no dia 4 de janeiro de 2010. Com o crescente interesse do público e vários sites de fãs especulando sobre cada movimento da produção. Uma grande parte das sequências do filme (e também das cenas externas na Terra) foi rodada no Estúdio Shepperton, em Londres e no Estúdio Longcross, em Chelburn, ao longo de um período de quatro meses.

No final de Abril, a produção havia seguido para Utah para 12 semanas adicionais de filmagens, em locais como em Moab, no Lago Powell, nas planícies salinas Delta, em Hanksville (onde a agência espacial dos EUA, a NASA, treina veículos robóticos), e em Big Water – uma vasta mesa de xisto e arenito granulados localizada diante de uma enorme cordilheira de montanhas vermelhas que faz limite com o Grand Staircase National Monument. Embora John Carter apresente uma boa quantidade de efeitos visuais, os cineastas queriam usar locações e paisagens reais na ação do filme. O produtor Jim Morris explica porquê: “Decidimos filmar o máximo possível em locais reais e minimizar o número de cenários digitais, para que o público sempre sentisse que estava nos lugares de verdade. Nós torcemos para que isso acrescente uma camada adicional de autenticidade que engrandeça a credibilidade e o realismo do filme.” “É o que eu chamo de ‘o nosso pequeno pedaço de Marte‘ na Terra”, diz o produtor Colin Wilson, falando sobre as localizações em Utah, embora “pequeno” talvez não seja a melhor palavra para descrever o cenário do filme que se estende até onde a vista alcança. Utilizando o vasto esplendor das paisagens naturais (e cenários construídos especialmente para o primeiro plano), o que restou da destruição de uma cidade marciana será totalmente digitalizado na fase de pós-produção. “A nossa filosofia foi usar locais práticos com cenários reais e partes de cenários que criam uma base para nosso mundo digital”, explica Wilson. “As construções têm um nível de acabamento aqui; mas, no filme, terão torres e mais torres.” No set, entretanto, a mistura de filmagem tradicional com magia gerada por computação é realmente elevada a uma forma de arte à medida que Stanton e a sua equipa de produção dão vida à história.  

Para o desenhador de produção Nathan Crowley, a tarefa de criar o visual de três culturas distintas no filme foi o ponto de partida do desenho de produção. “Estamos a lidar com três culturas principais em Barsoom: as culturas Zodanga, Helium e a Thark. Com três culturas diferentes precisávamos de três tipos diferentes de arquitectura. Por exemplo, criei o que eu chamo de ‘modernismo antigo’, e o aumentei para as criaturas Thark de 2,40 metros de altura. Como se a arquitectura modernista dos anos 1960 tivesse ido adiante, então peguei nisso como uma ideia da Terra, mas traduzi para uma versão extra-grande marciana e depois destruí as construções para criar as tasi cidades em ruínas. Essa ideia evoluiu conforme encontramos as nossas localizações reais, porque precisava da paisagem natural para formar a arquitectura.” A maior inspiração da figurinista Mayes C. Rubeo ao desenhar os figurinos para John Carter foi o director Andrew Stanton. Ela explica: “A visão de Andrew é de Barsoom! É como se ele tivesse ido a Barsoom e tivesse voltado e nós tivessemos de tentar pegar em todos os detalhes da mente dele. Ele tem sido um colaborador incrível porque é um tremendo visionário e compreende a importância de tudo que eu faço.” Trabalhar num filme do género de fantasia deu a Mayes uma enorme liberdade criativa. “Queria apresentar um visual antigo, mas dentro do escopo de um filme de ficção científica; esta é uma visão que nasceu há 100 anos com Burroughs. Tinha que ser fantástico e ter imaginação e cor. O modo como os barsoomians usam os acessórios, os adereços das cabeças ou um dos elementos do figurino tem um grande impacto sobre o filme e ajuda a diferenciar o povo dessas duas cidades. Fiz uma enorme pesquisa e onde criamos visuais substanciais para as tribos – que são, ao mesmo tempo, eficientes e dramáticos.” Junto com os figurinos, o processo de dar vida aos personagens recaiu sobre o director e os actores, bem como sobre os magos dos efeitos visuais e da maquilhagem, que lhes forneceram as características tribais individuais necessárias.   Para Taylor Kitsch e Lynn Collins, que aparecem sob a forma humana, o processo é directo, mas fisicamente desgastante. “É o papel mais físico que já fiz”, diz Kitsch sobre John Carter, o seu personagem heróico que foi libertado das restrições físicas da gravidade da Terra. “Os saltos, as cenas de acção, o treino de espada… quer dizer, em quase todas as cenas em Marte, estou preso a cabos.” “Penduraram-nos de todas as maneiras”, concorda Lynn Collins, cujas qualidades de princesa certamente se equiparam às habilidades de guerreira. “Depois deste filme, acho que o meu medo das alturas foi totalmente eliminado.” Por outro lado, para os actores que interpretam os personagens marcianas Thark, de Stanton, o processo é mais complexo. No filme final, Tars Tarkas, de Willem Dafoe, por exemplo, aparecerá como um alienígena de 2,75 metros de altura com quatro braços, bem acima de John Carter. No set, Dafoe simula a altura do personagem actuando com pernas de pau. O seu corpo é coberto por uma malha cinza marcada com pontos pretos, uma referência para os animadores que irão recriar os seus movimentos digitalmente na fase de pós-produção. De modo semelhante, o seu rosto também está coberto por pontos pretos enquanto duas câmaras, suspensas por um capacete, gravam os seus movimentos faciais. “Realmente fizeram isto acontecer”, diz Wilson sobre o elenco. “Dissemos a todos os Tharks a que íamos submetê-los. Eles saíram daquelas reuniões com Andrew e disseram: ‘Onde assino?’ Porque eu acho que se trata do modo como os personagens foram escritos. É algo único para eles… Uma oportunidade única de contar uma história que nunca foi contada e de criar um mundo que ninguém jamais viu.” E o director Andrew Stanton está empolgado para realizar essa história ainda não contada e nunca vista no mundo do cinema — e para fazer isso com o mesmo sentimento empolgante que o cativou pela primeira vez, quando ainda era criança. “O meu objectivo é querer acreditar nisso”, diz ele. “Acreditar que existe. Aquela mesma sensação que se tem com qualquer livro de fantasia que seja bom… Como seria se…?”  

John Carter chega aos cinemas de todo o país no próximos dia 15 de Março e promete ser do outro mundo