Branca de Neve e os Sete Anões | Critica da Edição Diamante em Blu-ray

Depois de vos trazermos a critica do filme Brave - Indomável e de vos mostrarmos que se trata de um filme que não devem perder, eis que a rubrica Luso Disney na Crítica continua também para os lançamentos domésticos dos teus filmes favoritos. O nosso objectivo é clarificar-te acerca dos lançamentos ou relançamentos de filmes nas lojas e dos seus conteúdos, desde informações acerca do próprio filme e dos seus extras. Decidimos começar pela longa-metragem que lançou a Disney no mercado. Branca de Neve e os Sete Anões é alvo de uma crítica detalhada que podes conferir abaixo. A análise foi elaborada por Bernardo Belchior.   BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES Data de Lançamento da Edição Diamante: 16 de Outubro de 2009 (Portugal) Tempo total: 83 Minutos Com as vozes de:  (V.P.) Sandra de Castro, Henrique Feist, Cláudia Cadima, Cucha Carvalheiro, Fernando Luís, António Marques, entre outros Aspectos Técnicos: Vídeo: 1,0/1,0 Áudio: 0,8/1.0 (o áudio português é apenas Dolby Digital 5.1, enquanto que a versão inglesa é Dolby digital 7.1) Filme: 1,0/1,0 Extras: 1,0/1,0 Embalagem e Capa: 1,0/1,0 Total: 4,8/5,0   "A mais bela de todas, o primeiro de todos!" Branca de Neve e os Sete Anões da Walt Disney foi a primeira longa-metragem de animação de sempre, e assim, uma das mais conhecidas e amadas pelo público. "Espelho meu, espelho meu existe alguém mais bela do que eu?" foi a frase que marcou o começo de uma nova era cinematográfica, a era da animação, e assim, verificou-se a evolução da Walt Disney Animation Studios. Como seria de esperar, a Walt Disney dedicou-se bastante para que o lançamento deste clássico em alta definição, numa prestigiada Edição Diamante, fosse um sucesso, quase tão grande, como a estreia do mesmo nos cinemas originalmente em 1937. Os fãs deliciaram-se desde o início, ao constatarem que a edição trazia uma magnífica luva, repleta de brilho, na qual estão presentes as personagens mais importantes do filme. A restauração do clássico é de cortar a respiração: a qualidade de imagem em 1080p, demonstra nitidez nos desenhos, ao longo de todo o filme; a restauração da cor permite-nos ver o clássico como nunca, repleto de cores vivas, tendo sido os fragmentos de poeira e riscos retirados em grande quantidade, dando a ideia de que "Branca de Neve e os Sete Anões" não é a primeira longa-metragem de animação, mas sim um dos seus mais recentes filmes animados. O disco Blu-ray traz ainda o extra Disney View, um extra que preenche as barras pretas laterais que se encontram no filme (por este mesmo ter sido gravado em 4:3), com pinturas criadas especialmente para a edição diamante do filme dando a ideia de que se está numa sala de teatro. Para além da alta qualidade do filme, os extras transportam o espectador para um novo mundo de documentários, jogos e música nunca antes vistos! Os mais novos podem explorar um universo de Branca de Neve totalmente diferente do que conheciam, com jogos como: "A Louca Viagem do Dunga", no qual têm de resolver-se uma série de puzzles para ajudar Dunga a sair da mina dos anões e salvar Branca de Neve das garras da Rainha; "Organizar as Jóias", que é uma espécie de Tetris, ou seja, o objectivo é fazer com que as jóias dos anões caiam na pilha certa; em "O que vês" aparecem no ecrã imagens desfocadas, e ganha quem descobrir quem é essa personagem/objecto/local; as meninas ainda têm a oportunidade de fazer um teste de personalidade e descobrirem com qual das princesas Disney se parecem mais em "Espelho Meu, que vês?". Esta edição em Blu-ray é para tudo e para todos, agradando aos mais novos, e também aos mais curiosos... Já se interrogaram como foi o percurso da Walt Disney Company até à actualidade? Bem tudo é esclarecido em "Disney pelas Décadas", sabia que "Branca de Neve e os Sete Anões" esteve sete vezes em exibição nos cinemas Norte-Americanos? E quais foram os maiores êxitos de bilheteira da Disney? Este documentário revela-lhe todas as curiosidades que sempre quis saber sobre a Disney. Se os espectadores gostaram do filme que viram, podem sempre dar uma espreitadela á sua sequela: "Branca de Neve 2", nunca ouviram falar? Então acedam ao extra " A outra Branca de Neve", relaxem no sofá e descubram os planos de Walt Disney para uma possível sequela de Branca de Neve. Se estiver com disposição para cantar pode sempre aceder ao "Karaoke dos Sete Anões", ou então assistir ao videoclipe "Someday my Prince Will Come" de Tiffany Thornton, estrela de "Sunny entre Estrelas" e "So random", no qual esta brilhante cantora nos presenteia com uma versão mais Pop da popular canção do clássico.


Brave – Indomável | Crítica do Filme

O mês de Agosto destaca-se pelo lançamento nacional do filme Brave - Indomável nos cinemas. O teu site Disney favorito assistiu à ante-estreia do filme e trouxe até ti a critica completa do filme. A critica foi escrita e analisada por membros da equipa do site Luso Disney, não contendo spoilers (informação a mais que comprometa o desenvolvimento da história) de modo a que possas ler a nossa apreciação sem que te estraguemos a emoção de ir assistir ao filme nos cinemas. Mas não nos responsabilizamos por qualquer informação indesejada. O site estreia assim a rubrica Luso Disney na Critica e não podia começar de melhor forma.   BRAVE –INDOMÁVEL Data de Lançamento: 15 de Agosto (Portugal) Realizadores: Mark Andrews, Brenda Chapman, Steve Purcell Tempo total: 100 Minutes Com as vozes de: Ecrã da Critica: Ante-estreia dia 4 de Agosto de 2012 (Centro Comercial Parque Nascente – Porto)   A jovem princesa Mérida sempre se identificou mais com o espírito selvagem do seu pai, com quem tem maior afinidade e de quem herdou os cabelos ruivos e selvagens. Já a mãe tem os cabelos presos, escuros, impecavelmente arrumados, e acredita na etiqueta como obrigação social, além do casamento como finalidade para uma mulher. O resultado do conflito entre mãe e filha e o uso da magia irá gerar um confronto entre os diferentes reinos e cabe a Mérida pôr fim a isto e mudar o seu próprio destino. Este conflito gerado entre a rainha e a princesa é riquíssimo em significados. Não só a mãe tenta civilizar a sua filha indomável, como tenta forçá-la a seguir a tradição de gerações, então, no fim Mérida deve impedir que o confronto entre a liberdade (pai) e a tradição (mãe) destrua a noção de família. Com muito humor à mistura, “Brave – Indomável” é um óptimo filme digno de seu nome PIXAR, apesar do facto de ser uma história sobre uma princesa, embora livre dos cânones clássicos de pincesas Disney, leva muitos a concluir que os estúdios criadores da saga Toy Story, não levassem a história mais longe e a tornassem mais original. No final de contas a PIXAR é destacada em grande parte pela originalidade dos seus guiões. Mérida é a personagem principal do filme, mas de certo modo também é definida como sendo uma personagem secundária servindo de moderadora entre os dois valores acima referidos. Ela é a prova de que a diplomacia como forma de valor moral também pode chegar aos contos infantis. Possui um talento nato no arco e flecha, mas não mata mais do que alguns peixes (e por questão de sobrevivência). Mérida não tem nenhum conflito interior pessoal, facto esse que se nota como revolucionário nos filmes do estúdio, ao contrário do que acontece com muitos dos filmes PIXAR em que existe uma transformação do protagonista pelos valores da amizade (Toy Story – Os Rivais, Up - Altamente, Monsters INC – Monstros e Companhia) ou do amor romântico (Wall-e). Neste caso a família não desempenha o papel de uma formação boa. Que dá conselhos, como acontece por exemplo em “À Procura de Nemo” e “The Incredibles – Os Super-Heróis”, mas sim um ponto de conflito que terá de ser ultrapassado. Ainda assim muitos críticos e até mesmo fãs, afirmam que esta obra de animação, parece-se com alguns filmes mais antigos da Disney, sendo o mais discutido “Kenai e Koda”. Por outro lado a PIXAR Animation Studios revelou-se original num aspecto, pois deixou de ter todos aqueles ensinamentos de amarem os pais e a família e criou, uma história que mais os adolescentes do que propriamente as crianças, se identificam. Conclui-se então que esta longa-metragem não se limita apenas a crianças mais sim a adolescentes e jovens que certamente se identificam mais com esta produção do que com outras anteriores. A família (o pai e a mãe) deixa de ser o facto de perfeição, de exemplo perante os mais novos, para ter como guião principal a relação entre os pais e os filhos. Os argumentistas do filme decidiram abandonar o tipicio “filme clássico” ou “à moda antiga”, para adaptar uma história mais moderna se encaixe melhor na sociedade. A  ideia de incluir um sidekick, neste caso os trigémeos é sempre algo que, sejam filmes de animação ou live-action  se encontra necessário, para tornar a história com mais humor e aliviar um pouco o público perante a tensão vivida. A história de “Brave – Indomável” invoca uma moral tipicamente americana de “faz tu mesmo”, ou seja, cada pessoa deve ser livre de escolher o rumo do seu destino, e essa sim é a principal mensagem de todo o filme. O filme presenceia uma cena  de sensualidade, (totalmente aceitável para as crianças) ainda que seja apenas para enquadrar a história, mas que  raramente é visto nos filmes da PIXAR. Destaque, aliás, para esta cena bem erótica da mãe-selvagem, com os cabelos finalmente soltos, despenteados, nua e cercada por diversos homens brutos. Quando seu próprio marido a vê, ele manifesta primeiro o desejo sexual, antes do desejo de protegê-la. Poucas cenas da Pixar foram tão sensuais quanto esta. “Brave – Indomável” surpreende pelo facto de não haver a necessidade de atribuir um amor romântico à protagonista, e bem como uma cena que é bastante simbólica, quando Mérida rasga as roupas apertadas, mostrando o sentido de liberdade. Apesar de algumas críticas negativas, Luso Disney classifica esta aventura como sendo fora do usual com uma história moderna sendo que os estúdios PIXAR conseguiram mais uma vez revolucionar a forma de contar histórias que é sempre bem-vindo no cinema de animação.

CRÍTICA AO ELENCO NACIONAL

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Quanto ao elenco nacional, o grande destaque da dobragem vai para a actriz Daniela Ruah, que nos últimos anos tem ganho um grande número de fãs pelo seu trabalho como actriz a nível internacional. Quando a informação oficial foi lançada de que Daniela Ruah seria a voz portuguesa da princesa Mérida, geraram-se algumas dúvidas quanto ao facto da voz de identificar com a personagem. Isto deveu-se maioritariamente porque o filme em questão possui um inglês com sotaque tipicamente escocês impossível de passar para a versão portuguesa. No entanto o site Luso Disney classifica a prestação de Ruah como bastante positiva, pois conseguiu captar a natureza da personagem, indomável e de espirito livre. Dificilmente se arranjaria uma voz melhor para interpretar a rainha Elinor do que a da actriz Helena Montez. Já todos a conhecem de filmes anteriores, como no ano de 2010 com a voz cantada da Mãe Gothel, do filme “Entrelaçados”. Digamos que a sua voz tem um tom maternal natural. Já a voz do Rei Fergus, foi de certa forma uma surpresa positiva. Na versão original o Rei possui um timbre de voz bastante grave e austero mas ao mesmo tempo dá-nos a ideia de um pai compreensivo e respeitoso, e José Neves conseguiu fazer um óptimo trabalho nestes aspectos. Por fim é de destacar Paulo Oom que se já tem uma longa carreira nas dobragens nacionais interpetendo diversas personagens. No filme dá a voz a Lord Macintosh, um dos Lordes dos Reinos vizinhos. A sua capacidade de encarnar novas personagens revelou-se mais uma vez exímia.
Bilhete ante-estreia (frente e verso)
Bilhete ante-estreia (interior)

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Concluindo a crítica e ponderando todos os aspectos acima abordados o site Luso Disney atribui uma classificação de 8.2 em 10 níveis classificativos.

Definitivamente um filme a não perder!

15 DE AGOSTO NOS CINEMAS